Expedição científica na Amazônia: explorando o comportamento de elementos de terras raras em rios brasileiros
- GEMB CEA UNESP
- 9 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
No mês passado, realizamos a segunda campanha de campo do nosso projeto de pesquisa em Manaus, com o objetivo de aprofundar nossa compreensão do comportamento de elementos de terras raras (REE) nos rios da Amazônia brasileira. O estudo se concentra na determinação, fracionamento e especiação de REE, elementos cruciais para muitas tecnologias modernas, mas ainda pouco compreendidos em ambientes tropicais complexos, como os encontrados nas bacias dos rios Negro, Solimões e Amazonas.
A campanha reuniu uma equipe internacional e multidisciplinar. Representando a Montanuniversität Leoben (Áustria), tivemos Antonia Siebenbrunner, Johanna Irrgeher, Stefan Wagner e Thomas Prohaska, todos do Departamento de Química Geral e Analítica. Do GEMB, participaram José Lucas Martins Viana e Luiz Felipe Pompeu Prado Moreira. A expertise local foi fornecida por Ézio Sargentini e Marcos Bolson, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A equipe também incluiu colegas da Queen's University Belfast, como Paul Williams e Brian Quinn.
Ao longo da campanha, coletamos amostras de água e sedimento em locais estratégicos, incluindo o famoso Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturarem imediatamente, um fenômeno natural que proporciona condições ideais para o estudo de transições biogeoquímicas. Também exploramos o potencial de técnicas de amostragem passiva, uma abordagem inovadora e promissora para o monitoramento ambiental de longo prazo em regiões remotas.
Somos especialmente gratos pelo apoio essencial fornecido pelos barqueiros locais, cujo profundo conhecimento dos rios e experiência em navegação foram fundamentais para o sucesso desta campanha de campo. Sem sua orientação, dedicação e habilidade, teria sido impossível acessar muitos dos locais de amostragem ou realizar nosso trabalho com tanta precisão e segurança.
Embora esta tenha sido a última campanha de campo do projeto atual, ela marca apenas o início. O sucesso deste esforço estabelece uma base sólida para futuras colaborações científicas e estudos em andamento. Compreender o comportamento dos REE nos ecossistemas amazônicos é vital para aprimorar o monitoramento ambiental, apoiar a gestão sustentável da água e aprimorar as estratégias de adaptação às mudanças climáticas.
Este trabalho é financiado pela FAPESP e apoiado pelo programa Erasmus, destacando a importância do intercâmbio científico global para enfrentar os desafios ambientais locais.


























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